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Endoscopia por cápsula

A Endoscopia por cápsula é uma técnica endoscópica que permite o estudo do tubo digestivo, mediante a utilização de um dispositivo em forma de cápsula, que o doente engole sob supervisão médica e posteriormente elimina pelas fezes.

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Enteroscopia por cápsula

As actuais técnicas de endoscopia digestiva com fibroendoscópio permitem o estudo do estômago, do duodeno, do íleon terminal e do cólon. Pelas técnicas mais frequentemente utilizadas, não é possível o estudo endoscópico do intestino delgado.

Classicamente, os doentes com doenças do intestino delgado eram estudados com métodos de imagem, que apenas permitiam diagnosticar uma pequena percentagem destes.

As patologias do intestino delgado são de difícil diagnóstico, pois quer os métodos radiológicos, quer os métodos endoscópicos têm várias limitações.

Os métodos radiológicos (trânsito do delgado, enteroclise) acarretam uma exposição dos doentes a radiações, as imagens são difíceis de analisar, não há observação directa da mucosa, tendo uma sensibilidade e especificidade baixas. 

A Endoscopia por cápsula é uma técnica endoscópica que permite o estudo, fundamentalmente, do intestino delgado, desde o angulo de Treitz até ao íleon terminal, mediante a utilização de um dispositivo em forma de cápsula, que o doente engole sob supervisão médica e posteriormente elimina pelas fezes.

A cápsula não vai ligada a nenhum fio ou cabo, e leva no seu interior um sistema de lentes e um emissor de imagens ,que são recolhidas num gravador que se transporta num cinturão, enquanto dura a gravação. No cinturão, além do gravador, encontra-se uma antena, que recebe o sinal emitido pela cápsula.

Para efectuar o exame, o doente terá que deglutir a cápsula, o que não apresenta dificuldade, após um jejum de 10 horas, e em seguida poderá efectuar as suas actividades habituais; enquanto isso a cápsula percorre o tubo digestivo propulsionada pelo peristaltismo intestinal, captando as imagens do tubo digestivo sem qualquer desconforto para o doente. Ao fim de 9 horas o exame está terminado, sendo a informação armazenada no registador, que o doente transportava à cintura, gravada para o computador, processada pelo software e interpretada pelo Gastrenterologista.

Actualmente a indicação major é a hemorragia digestiva de origem obscura.

Outras indicações importantes são: as doenças inflamatórias intestinais (ex, pesquisa de doença de Crohn no delgado), pesquisa de tumores no intestino delgado e seguimento de poliposes. Em estudo estão também a possibilidade da utilização deste método no doentes com VIH, no estudo da diarreia crónica e no síndrome do intestino irritável.

As contra-indicações são poucas. A principal é a suspeita de oclusão intestinal, não sendo aconselhável em grávidas.

Endoscopia Convencional

Designa-se por endoscopia convencional aquela que é efectuada com um tudo flexível. Com esta técnica é possível estudar o esófago, o estômago, as partes inicial e final do intestino delgado, o cólon e o recto.

A observação pode ser efectuada por uma ocular (endoscópios ópticos) ou por uma câmara de vídeo (videoendoscopia). É possível arquivar os dados mais importantes dos exame, sob a forma de fotografias, em DVD ou em cassete de video.

Endoscopia digestiva alta

Endoscopia digestiva alta1.jpgA endoscopia digestiva alta (EDA), é um exame visual directo do tracto digestivo alto com um fibro-endoscópio (um tubo flexível com lentes e sistema de luz próprio).

O exame permite observar o esófago, o estômago e o duodeno (porção inicial do intestino delgado).

A endoscopia digestiva alta é um exame importante para o diagnóstico de doenças destas porções do tubo digestivo, tais como úlceras, tumores, esofagite e gastrite.
Com este exame pode-se detectar a causa de diversos sintomas, como sejam a azia, a dificuldade na deglutição dos alimentos, dores abdominais, náuseas, vómitos e má-digestão. É, também, o melhor exame para garantir que não há lesões orgânicas no tracto digestivo alto.

Como decorre o exame?


O exame geralmente não demora mais de 5 minutos. Inicialmente é efectuada uma anestesia da garganta com um spray anestésico. O doente é deitado em posição confortável.

O endoscópio é um tubo flexível com 9 mm de diâmetro. A sua introdução não interfere com a respiração, nem provoca dor. Em alguns casos é necessário proceder a biopsias durante o exame. Não se deve preocupar com este facto, pois não provoca qualquer dor adicional, nem significa que o médico observou algo de maligno.

Segurança e riscos


É muito rara a ocorrência de efeitos adversos importantes na realização da endoscopia. Uma sensação de falta de sensibilidade na garganta pode manter-se por alguns minutos após a realização do exame, devida ao liquído anestésico. Enquanto tal acontecer, deve-se evitar a ingestão de alimentos. Em alguns casos pode ocorrer um ligeiro traumatismo da garganta. Outras complicações podem ocorrer, mas são extremamente raras. Se tiver qualquer dúvida, informe-se com o médico.

Entre cada exame, submetemos os instrumentos a um rigoroso sistema de desinfecção, de acordo com as normas de desinfecção estabelecidas pela Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva. Como tal, não se deve preocupar com o risco de transmissão de doenças infecciosas.

Qual é a preparação?


- O seu estômago terá que estar vazio, pelo que, no dia do exame, só deverá tomar um sumo (ou chá açucarado) e torradas sem manteiga (ou bolachas de água e sal) até 7 horas antes da hora marcada para o exame.

- Se necessita de tomar comprimidos poderá fazê-lo. Não beba leite nem medicamentos liquídos de cor branca ou outra (por exemplo, anti-ácidos), assim como não tome qualquer medicação que contenha bismuto.

- Não deve fumar nas 24 horas que precedem o exame.

Ecoendoscopia

A Ecoendoscopia representa um significativo desenvolvimento tecnológico, com importantes implicações na abordagem diagnóstica e terapêutica dos doentes.

Trata-se de um método auxiliar de diagnóstico único, pois permite a observação da parede do tubo digestivo e da área peridigestiva imediata.

Constituem, entre outras, indicações actuais para a sua realização na prática clínica diária, as seguintes:
- o estadiamento de tumores do aparelho digestivo
- avaliação das lesões sub-epiteliais
- diagnóstico das doenças infiltrativas
- localização dos tumores neuroendócrinos
- avaliação da patologia biliopancreática

A Ecoendoscopia é assim hoje considerada mundialmente uma técnica indispensável em todos os centros de endoscopia que executam técnicas diagnósticas e/ou terapêuticas diferenciadas.

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Contacto
Luís Abreu Novais
(Cascais e Estoril)
Cascais - Endoscopia


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